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A PERSPECTIVA HOLÍSTICA NO JORNALISMO
Entrevista com Edvaldo Pereira Lima
Extraído da revista Ecologia & Desenvolvimento, Jan/1994
Uma nova abordagem da realidade, que a encare em toda a sua
complexidade dentro de uma perspectiva ecológica, é o passo necessário para que a
comunicação de massa cumpra o seu papel na sociedade do Terceiro Milênio.
por Beatriz Bissio e Elias Fajardo
Jornalista, pesquisador e professor da Escola de Comunicação e
Artes da
Universidade de São Paulo (USP), Edvaldo Pereira Lima é um dos introdutores no
Brasil da aplicação do modelo sistêmico ao jornalismo. Essa técnica consiste em
incorporar os conceitos do paradigma holístico - segundo o qual o nosso planeta é uma
unidade e tudo nele está inter-relacionado - à comunicação. Com uma tese de mestrado a
respeito do tema que virou um livro publicado no México (El periodismo impresso y la
teoría general de los sistemas: un modelo didactico), Edvaldo é também autor de
Páginas ampliadas: o livro-reportagem como extensão do jornalismo e da literatura), onde
analisa as conexões entre literatura, jornalismo, história, psicologia, física
quântica, antropologia e ecologia.
Nessa entrevista exclusiva a Ecologia e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro,
durante a sua participação num seminário sobre jornalismo científico, ele avaliou o
impacto que as novas teorias estão tendo na sociedade e nos rumos do desenvolvimento.
Como se deu a confluência entre a visão holística e o jornalismo na sua
trajetória?
EL - Sempre critiquei a forma como o jornalismo vinha sendo praticado, com uma
leitura muito superficial da realidade. Isso me incomodava, pois o jornalismo tem papel
importante a desempenhar por força da sua capacidade de influenciar. No entanto, constava
que ele não cumpria bem esse papel devido à superficialidade dos seus instrumentos de
trabalho. Na busca de formas mais avançadas, me deparei logo na faculdade com o
"jornalismo interpretativo". É uma tradição ainda muito modesta, comparada
com a proposta de "jornalismo sistêmico", mas é um avanço em relação ao
jornalismo informativo. O jornalismo interpretativo é fruto do paradigma cartesiano, mas,
de qualquer forma, já é algo mais avançado. Quando passei a frequentar a
pós-graduação na USP, me deparei com a teoria geral dos sistemas (1).
O professor tentava mostrar, num raciocínio puramente teórico, que ela poderia ser
aplicada no jornalismo. Ao conhecer mais profundamente a teoria geral dos sistemas,
percebi que essa aplicação seria possível, e me entusiasmei tanto que minha
dissertação de mestrado foi uma adaptação da teoria para o jornalismo. Isso redundou
no livro El periodismo impresoy la teoría general de los sitemas: un modelo
didáctico. Essa abordagem foi criada por Ludwig von
Bertalanffy. Ele percebeu, através da biologia, que certos princípios que
se manifestam nessa ciência são universais e que a realidade deve ser entendida de
maneira contextual.
Que contribuição esse tipo de jornalismo pode dar para a difusão de uma nova
percepção de mundo?
EL - A esse tipo de abordagem eu chamo de "jornalismo literário
avançado". E essa forma de praticar a reportagem incorpora uma perspectiva
holística. O resultado é uma reportagem que escapa do modelo convencional e contribui
para que o leitor tenha uma compreensão ampliada da realidade.
Como se traduz essa experiência na prática?
EL - Ela passa por vários aspectos. O primeiro é que o profissional de imprensa
que trabalha com essa perspectiva é muito afinado com a perspectiva ecológica, na medida
em que, para se conhecer bem a ecologia, deve-se ter uma perspectiva sistêmica. Um
profissional com essa abordagem vai preparar o que chamamos de pauta - quer dizer, a
organização do roteiro de um trabalho - com uma visão multiangular. Ele não vai partir
para a matéria apoiado apenas em um único foco: vai perceber o seu tema dentro de um
contexto, na interação dinâmica com outros problemas. Ao lado de uma visão contextual,
temos também a ato de buscar múltiplas fontes. É comum os veículos ficarem presos a
uma ou duas fontes só, isto é, a uma visão de mundo unilateral. O jornalismo que se
propõe holístico incorpora sempre a busca de visões múltiplas, porque múltipla é a
realidade. Ela só pode ser amplamente entendida com um enfoque dentro de um contexto
balanceado, onde se examina globalmente o presente, se busca as raízes do fenômeno no
passado e, tanto quanto possível, se percebe a eventual conseqüência que o fato vai
trazer para o futuro.
Em que o holismo científico se distingue do holismo que as religiões
apregoam?
EL - Formulações científicas recentes comprovam perspectivas armazenadas em fontes de
conhecimento não-científicas, por exemplo, no campo místico. A idéia de que o planeta
é algo global, em um outro código, se encontra em alguns registros religiosos. Nesse
conceito de que tudo está interligado, tudo é dinâmico e passa por um processo de
transformação, há uma certa conexão entre a ciência da vanguarda e o que apregoavam
algumas tradições místicas.
Na verdade, o conhecimento científico hoje, para trazer uma resposta adequada aos graves
problemas que a humanidade atravessa, não pode ser o visor absoluto da verdade. Ele deve
trabalhar junto com outras formas de conhecimento tão válidas quanto a ciência. Por
exemplo, hoje a ecologia afirma cientificamenteque o planeta é uma realidade integrada.
Na tradição de um povo dito primitivo, os aborígenes da Austrália, há uma
interpretação muito parecida: esse povo compreende a Terra não só como
interdependente, mas como coisa viva. Na ciência, a recente teoria de Gaia,
de James Lovelock e Lynn Margulis,
refere-se à Terra como um corpo vivo, que tem um certo tipo de inteligência e uma
capacidade de auto-regulação.
Qual foi a receptividade dos seus alunos no curso de Comunicação diante dessa
nova proposta?
EL - Para minha surpresa, há uma aceitação grande nas gerações jovens,
muitas vezes maior do que a do profissional já cristalizado. A princípio eu tinha
dúvidas, pois as novas teorias envolvem um raciocínio mais complexo. No entanto, por
trás da visão holística existe uma parte da sabedoria humana, que é o entendimento
não-racionalizado de que tudo está interligado. Intuitivamente todos sabemos disso. Só
que a ciência racionalista se afastou tanto dessa sabedoria inata que ficou difícil
aceitar isso. As abordagens holísticas nada mais são do que uma sofisticação que
explicita certas percepções que intuitivamente temos. O jovem, ainda não viciado por
uma ciência cartesiana, separatista e mecanicista, descobre que ali tem uma verdade. Para
trabalhar no jornalismo holístico é necessário enfatizar tanto a percepção de mundo
através do raciocínio lógico como incentivar a percepção pelo lado intuitivo.
Até há pouco tempo havia um desprezo pelo conhecimento não-científico e pela
intuição. Isso mudou, realmente?
EL - Durante séculos, nossa sociedade hipertrofiou a capacidade racional e
atrofiou a percepção intuitiva. Essa falta de integração entre os dois lados fez o
homem cair num jogo esquizofrênico, achando que é apenas um ser racional. Mas a
inteligência é a combinação das duas qualidades. Os problemas ambientais procedem
dessa postura. O desenvolvimento puramente racional que tivemos fez com que os problemas
fossem atacados de maneira isolada sem que se percebesse a conexão com o todo. Os
malefícios que esse desenvolvimento trouxe (por força de uma abordagem que se apoiou
única e exclusivamente no racionalismo) constituem os desafios que hoje enfrentamos.
Tento equilibrar a reflexão conceitual com a prática. Na busca de acréscimos à visão
holística, fui experimentando e travando contatos, principalmente com tecnologias que
hoje são aceitas na ciência de vanguarda e reforçam a capacidade de atuação mais
intuitiva junto do racional. Quando testo novos exercícios junto aos jovens - que
provocam um efeito imediato, visível e constatável - o entusiasmo se torna maior. Claro
que há os bolsões de resistência, mas isso é normal: meu papel não é impor nada. Meu
papel é demonstrar um realidade plausível e estimular os que estão afinados com essa
abordagem mas não receberam uma abertura de horizontes nessa direção.
A luta ecológica é vista como um estímulo à solidariedade e à
interdisciplinariedade. Como o jornalismo holístico pode ajudar nessa direção?
EL - Se uma instituição jornalística quer colaborar no processo da necessidade
urgente de transformação da consciência humana, um jornalismo com uma percepção
holística pode ajudar muito. O ser humano está descobrindo que há um patamar de
percepção e interação com a realidade armazenado dentro dele, mas adormecido. Essa
alavancagem para a percepção ampliada precisa ser feita com urgência, porque é a
partir dessa percepção, testada interiormente em cada indivíduo, que seremos capazes de
agir num patamar coletivo de maior alcance e harmonia. Estamos saindo de uma era que
tentava dominar e controlar a natureza. Em consequência, também a exploração do homem
pelo homem. Felizmente, estamos percebendo que a saída dessa crise brutal não é essa. O
caminho é aprender agir em harmonia e cooperação. Essa cooperação é do homem com o
homem, do homem com a natureza e de todos em conjunto. Todos fazemos parte de uma
realidade única.
Há consciência de que é necessário agir com urgência, diante da gravidade dos
problemas que nós mesmos criamos?
EL - Temos que agir com urgência brutal. A natureza tem um ciclo de renovação
não-imediato. Não é porque o homem era inconsciente e de repente se torna consciente
que os problemas vão se resolver: há processos que demandam tempo para a transformação
ocorrer. Além da ação externa, é necessária uma ação interna da consciência. Não
adianta todo mundo achar que o desenvolvimento sustentável é válido se cada um de nós
não faz um trabalho paralelo de despoluição da nossa própria mente.
Suas idéias parecem muito próximas das do físico quântico Fritjof
Capra(2), conhecidas como a "ecologia profunda" (deep
ecology).
EL - É verdade. Sou muito ligado a ele, fui o primeiro membro brasileiro do instituto
dele. Ele foi um dos pensadores que contribuíram para meu trabalho. Quando Capra
veio ao Brasil, em 1992, eu e um grupo informal de jornalistas de São Paulo que
discutimos e praticamos o jornalismo holístico tivemos a oportunidade de ter um encontro
particular com ele de umas duas horas.
Você é otimista ou pessimista com relação à reversão da destruição do meio
ambiente?
EL - Nem pessimista nem otimista. Confio na capacidade do ser humano de ainda reverter o
seu jogo interno, o seu padrão de consciência. Essa possibilidade o ser humano tem. Mas
estamos diante de um desafio: ou a civilização dá um salto de qualidade e consegue
penetrar nesse nível sutil de auto-entendimento ou entra num beco sem saída. Minha
aposta é de que ainda tenhamos a capacidade de acionar essa reserva de consciência e
mudarmos o jogo. A quebra de padrões mentais, de condicionamentos que nos impediam de ver
a realidade de maneira sitêmica, acontece agora a olhos vistos até para os mais
céticos. As transformações econômicas, sociais, políticas e históricas que o mundo
está passando fazem com que as pessoas comecem a experimentar caminhos diferentes e a
descobrir que podem ser muito mais amplas e melhores como seres do que são.
Poderia dar um exemplo desses caminhos diferentes?
EL - Levar o homem a um patamar de consciência e de percepção mais sutil é
algo que algumas tradições ditas místicas realizavam através da meditação. Hoje,
estudos avançados de universidades norte-americanas, européias e de outras regiões
comprovam que o estado meditativo - quando se acionam certos processos da mente - traz
resultados mensuráveis e objetivos do ponto de vista da nossa percepção e mesmo para o
bem-estar do indivíduo. Não há harmonia no planeta se não houver harmonia do
indivíduo consigo mesmo. Porém, obter harmonia consigo mesmo é um processo que ele tem
que aprender; a sociedade não ensina. Vamos citar um caso conhecido: Ayrton
Senna, um profissional de altíssimo nível, trabalha no seu preparo
holisticamente. O preparo inclui o cuidado físico - para ter um corpo capaz de resistir a
uma corrida que dura até duas horas - , e o preparo mental, que o ajuda a perceber mais
ampliadamente a corrida e a dimensionar a perfomance dele. Um dos processos que Senna
faz é o que poderíamos chamar de meditação. O resultado todo mundo sabe: ele é o
melhor piloto de Fórmula-1 dos últimos anos; não é à toa. Ao invés de ficar preso a
um preconceito da ciência ortodoxa, procurou um instrumento que o tornasse melhor no seu
desempenho. E percebeu que o caminho passava por uma combinação entre o trabalho
técnico de conhecimento da máquina, o trabalho psicológico ou mental e o trabalho
físico. Não só o atleta, mas todos nós podemos despertar o nosso potencial: o artista
quando cria, o jornalista quando faz um texto mais criativo, o empresário quando
comprometido numa ação de planejamento estratégico etc. Essa possibilidade está hoje
ao alcance de todos; os instrumentos para isso já existem, comprovados não mais pela
tradição mística - para aqueles que têm barreiras com relação a isso -, mas também
pela ciência de vanguarda.
Às vezes, na crítica ao cartesianismo, deve-se ter o cuidado de não julgar os
cientistas do passado com os olhos e os conhecimentos que a gente tem no presente. Essa
forma de interpretar o mundo e essa forma forma de proceder da ciência responderam ao
nível do desenvolvimento humano daquele momento histórico. Você concorda com isso?
EL - Concordo. Do ponto de vista histórico, tudo tem sua importância e valor no seu
devido tempo. O paradigma cartesiano cumpriu um papel importante num certo momento. Ele
teve e terá a sua utilidade. O problema está em o tomarmos como o único referencial
para a verdade. O paradigma cartesiano, em algumas áreas, vai continuar a ter utilidade.
Eu não tenho uma postura destrutiva com relação a ele. Mas não se pode continuar
achando que um instrumento que teve validade num determinado momento da história, em que
as condições eram outras, deva permanecer como única referência. Estamos evoluindo e
isto significa que, cada vez mais, seremos capazes de fazer interagir diferentes formas da
realidade. Daqui a 300 ou 400 anos, o holismo pode ser ultrapassado como principal forma
de percepção da realidade. E aí se incorporará a um nível menor e secundário, dentro
de um contexto mais amplo.
O paradigma cartesiano esteve nos alicerces da economia moderna, cujos fundadores
elaboraram seu raciocínio no final do século passado. Naquela altura, não se tinha uma
noção da finitude dos recursos do planeta.
EL - Não existiam os satélites para tornar a informação econômica imediata em vários
pontos do mundo...
Exato. Então, a teoria econômica moderna está ultrapassada . Devemos repensar
conceitos e mecanismos de medir a riqueza gerada ou produzida, por exemplo, e a riqueza
consumida nos diferentes processos produtivos.
EL - É verdade. Esse conflito tende a crescer na medida em que a crise se exacerba e que
as respostas devem ser mais urgentes. Aqueles que se apegam a uma visão obsoleta
simplesmente por uma questão de poder demonstram miopia e fragilidade. Um dos princípios
holísticos que devem reger a economia é o da sincronicidade, que é o contrário do
princípio do determinismo que rege a economia cartesiana. Por trás da economia
cartesiana está a idéia de que os recursos são infinitos, que se pode explorar a
natureza "ad infinitum". Como isso não existe, os economistas ortodoxos, por
uma questão de apego e poder, ficam combatendo a ferro e fogo as novas posturas. Numa
perspectiva holística, existem a teoria das incertezas, a teoria do caos, a
transformação. A sincronicidade é a capacidade de se ler certos fenômenos que
acontecem e que ajudam a forjar e a moldar os acontecimentos, seja no plano social, seja
no plano mental, seja no plano material. O que falta ao ser humano muitas vezes é a
familiaridade com o processo da criação. O mundo começa a ser de uma fase em que a
realidade era uma coisa rígida para ser mais rápido, mais fluido, mais interativo, mais
harmônico; e o ser humano, que vai se enquadrar nesse contexto também terá que ser
assim: terá que lidar com facilidade com a questão racional, intelectual, mais também
com as emoções e com a sua intuição.
Hoje assistimos à falência do socialismo real e também ao fracasso de um
capitalismo que não tem resposta para os anseios das grandes maiorias. Teríamos nos
novos paradigmas alguma saída para essa aparente falta de perspectivas?
EL - Há uma tendência para um surgimento de uma terceira via, uma terceira
forma do homem lidar com a economia, com a produção, com o ambiente, onde apareçam a
cooperação, a harmonia, a consciência de que a natureza é parceira e não objeto de
exploração e domínio. Essa tendência atual da procura de um desenvolvimento
sustentável é uma boa pista do que poderá vir a ser essa terceira via. Não há
alternativa: ou vamos para esse caminho ou destruímos a civilização, porque o
capitalismo selvagem é altamente nocivo para o ser humano, para o planeta e para a
sociedade. Não é à toa que os melhores exemplos do capitalismo "bem-sucedido"
do mundo estão hoje numa crise brutal: Estados Unidos, Alemanha, Japão e a Europa
praticamente inteira. Estão em crise porque nessa sua perspectiva unilateral da realidade
o ser humano é apenas uma peça de produção.
Na cultura cartesiana, a emoção e a intuição - valorizadas pelo paradigma
holístico -, eram tidas como sentimentos "de mulheres", e isso era de certa
forma uma justificativa para a rejeição. Qual é a sua interpretação desse problema?
EL - A tradição oriental chinesa fala de duas energias básicas: o yin e o yang. Uma
teria as características masculina, e a outra, femininas. Da mesma forma, alguns físicos
quânticos teóricos que estudam essa transformação de perspectiva no mundo percebem o
modelo de desenvolvimento que nós tivemos nos últimos 300 anos como sendo uma ação
eminentememte masculina. Por outro lado, identificam a ação feminina como a capacidade
de ver a realidade mais globalmente e de agir no equilíbrio entre a razão e a emoção.
No futuro, se a humanidade conseguir dar um salto de qualidade, deverá combinar e
integrar esses aspectos que existem em todas as pessoas, sejam elas de sexo feminino ou
masculino. Vivemos um processo de transformação e surgimento de um ser humano melhor,
mais completo. Isso significa que o homem terá facilidade de lidar melhor com a sua
emoção e a mulher de lidar coma a atitude racional "típica" do homem.
(1) A nova visão da realidade - a concepção sistêmica -
baseia-se na
consciência do estado de inter-relação interdependência essencial de todos
os fenômenos físicos, biológicos, psicológicos, sociais e culturais.
(2) Fritjof Capra, PhD em Física na Universidade de Viena, escreveu muitos
ensaios sobre as suas pesquisas vinculando as novas teorias da física
quântica ao pensamento de algumas religiões, principalmente as orientais, e
publicou vários trabalhos sobre as implicações filosóficas da ciência
moderna. É o autor de O Tao da Física e O Ponto de Mutação, entre outros
livros, ambos editados no Brasil.
Matéria indicada por Fernando Villela,
E-mail: fervil@pobox.com
PENSAMENTO ECOLÓGICO
ecologia e ecologismo no Brasil e no mundo desde 1978...

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