Hazel Wolf, ambientalista, 101
A americana Hazel Wolf, uma combativa ativista dos direitos civis e do meio ambiente, assistiu às principais turbulências sociais que sacudiram os Estados Unidos neste século, e morreu dia 19, aos 101 anos, depois de ver a chegada do ano 2000, como ela queria. Morava em Seattle.

Hazel Wolf lutou por tudo o que achava justo: direitos humanos, comunismo, direitos do trabalhador, paz, feminismo, direitos dos imigrantes. Ela nasceu em 1898; casou-se cedo e aos 25 anos já estava separada e com uma filha para criar. Conseguiu trabalho como secretária e ligou-se ao Partido Comunista, atraída para os programas sociais mantidos pela organização naqueles anos de depressão. Mesmo após ter se desligado do partido, durante a segunda Guerra Mundial, foi perseguida pelo macarthismo e correu risco de ser expulsa do país.

Isso a levou a lutar pelos direitos dos imigrantes.
"Os estrangeiros foram as primeiras vítimas da caça às bruxas e até hoje têm uma vida difícil e instável", - disse ela recentemente. A partir dos anos 60, passou a se dedicar à defesa do meio ambiente, causa pela qual era muito conhecida, especialmente devido à luta pela preservação das florestas tropicais.

O Globo, de 20/01/2000

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